Uma Tarde Alucinante

Em um dia muito, mais muito quente e ao sair do trabalho pensei: Vou passar na casa da minha vó para comer gelatina. #Gênio

Cheguei suando muito, cansado e com sede, por causa do Sol. Relaxei um pouco de baixo do ventilador, depois comecei a bater um papo com minha vó enquanto mexia na geladeira procurando gelatina.

– Aê vó, tem gelatina não?

– Se esqueceu Malandro? Tu comeu tudo ontem.

Putz! Acabou a gelatina, nem acreditei. E o pior era que não lembrava de ter comido tudo. Aposto que ela comeu e colocou a culpa em mim, mas fiquei quieto. Ela poderia querer brigar, né?!

– Vamos lá comprar vó, namoral.

– Fala sério manolo, tá muito quente lá fora.

– Que isso vó, vamos lá “pow”. É rapidinho.

Consegui convencê-la a ir em um mercadinho no final da rua. Na hora que saímos não havia ninguém  na rua, parecia literalmente um deserto.

Quando entramos haviam três funcionários visivelmente nervosos e quatro homens visivelmente nervosos também. Nem liguei. Corri para a gelatina e minha vó atrás de mim. Ela chegou perto do meu ouvido e falou:

– Isso é um assalto

Ferrou! Minha vó estava me assaltando, e eu tinha deixado a carteira e o celular na casa dela. Mais porque minha vó iria querer me assaltar?

Nesta hora, um cara apareceu atrás dela e outro atrás de mim. Os dois armados.

Agora ferrou de vez. Minha vó e outros caras querendo me assaltar. Foi neste momento que deu um estalo na minha cabeça, minha vó não queria me assaltar, ela estava avisando.

– Vamos dançar? – disse minha vó com um sorriso no rosto.

Quando os dois se aproximaram mais, eu já não pensava e nem escutava mais, só o meu coração parecia que iria explodir. Comecei a ver tudo em câmera lenta.

Eu e minha vó, como se fosse coreografia, demos um soco no queixo dos dois, prendemos o braço com a arma em uma chave, derrubando e os neutralizando, enquanto minha vó dava uma coronhada no cara, eu levantei e comecei a chutar o outro, e só parei ao escutar disparos em nossa direção. Me joguei no chão e me fingi de morto, o que é uma reação natural. Minha vó dava mortais até conseguir abrigo. Parecia uma apresentação do Cirque du Soleil.

Era a segunda vez que isso acontecia esse ano. Estou começando a gosta de 2012.

Pensei: ~Vou meter bala nesse safado!~ Peguei a arma e…

– Larga a arma. – gritou minha vó.

– Isso. Larga a arma. – concordei com ela.

– Tô falando com você mesmo palhaço.

Era comigo. Pronto acabou com minha diversão. Sei que eu poderia fazer a bala desviar e acertar o safado que se escondia atras dos refrigerantes, mas era melhor obedecer que levar um tiro da minha própria vó.

A cena era a seguinte: eu e dois caras deitados no chão com minha vó e um louco, ambos armado, um em cada ponta do mercado. O cara mirou, e foi em mim (neste momento eu me borrei), mas minha vó atirou primeiro. Era meu momento de brilhar, novamente em Slow Motion, levantei e corri na direção do cara que já estava caindo, e vi na minha frente o quarto cara levantando a arma. Minha reação foi: um pra trás, um pra frente e triângulo, igual ao Liu Kang. O cara voou uns três metros. Os dois caídos levantaram e já estavam se preparando para a batalha, mas minha vó foi mais rápida com o gatilho.

Os funcionários já estavam desesperados com os corpos no chão.

–       Vó e agora? O que vamos fazer com os corpos?

–       Qual de vocês que dirigi o cara de entrega? – perguntou minha vó para o pessoal. – vamos colocar os corpos na mala do carro e levar lá para casa.

Enquanto saímos com o carro os funcionários ficaram limpando o mercadinho. Chegando na casa da minha vó, jogamos os corpos no quintal e o cara do mercadinho sumiu.

Já até sabia o que iria acontecer depois, mais quatro corpos debaixo do coqueiro.

Depois que terminei minha vó chegou com a gelatina e me perguntou:

–       Mano, você matou aquele cara com apenas um chute?

Com um sorriso de uma orelha a outra e com a boca cheia de gelatina eu balancei a cabeça positivamente. E com um cafuné na cabeça minha vó fez o seguinte comentário:

–       Eu faço melhor. – putz!

@michellmendonca

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